quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tempos estranhos


Hoje eu escandalizei alguns amigos, durante uma discussão, ao dizer que algumas sociedades são mais civilizadas, ou desenvolvidas, do que outras. E que poderia, mesmo sendo ateu, reconhecer vestígios dessa civilização inclusive na religião dessas sociedades mais desenvolvidas (na arquitetura de catedrais, mesquitas e templos budistas, por exemplo, ou na própria liturgia, indumentária, música e aí por diante). Parece que para alguns a humanidade conheceu seu melhor momento no paleolítico, e que para o paleolítico deveria voltar.

Vivo em tempos estranhos.

5 comentários:

PoPa disse...

Em alguns lugares do mundo, não estamos muito longe do paleolítico. Cuba, por exemplo, nega a capacidade humana de produzir bens e serviços que tragam conforto ao povo. Celular, carros modernos, televisão, computador, internet? Para quê? Cuba está no mesmo nível de desenvolvimento que a Islândia, na cabeça deste povo que pensa com o fígado.

charlie disse...

Ontem a Tati deu uma boa explicação sobre o que porquê as pessoas rejeitam a idéia de qualificar níveis de desenvolvimento entre diferentes sociedades, por mais óbvias que elas sejam: proteger os mais fracos.

O senso comum teria levantado uma barreira, transformado em tabu vários temas como raça, religião, opção sexual e aí por diante, uma vez que indivíduos identificados nestes segmentos sofreram perseguição em tempos recentes.

Daí a dificuldade dos politicamente corretos em aceitar que nossa moderna sociedade ocidental, por exemplo, é superior em desenvolvimento e capacidades do que a de uma tribo indígena que vive em pleno paleolítico.

Enfim, é uma falsidade intelectual com a melhor das intenções.

zefirosblog disse...

Citando um dos teus comentários no blog: "Rousseau vive!"

Carlos Eduardo da Maia disse...

Que bom que o Bunker voltou à blogosfera. Depois de minha visita a Bahia fiquei convencido de que o clima é fator importantíssimo no desenvolvimento econômico e social de um pais. Um povo que tem água do mar morna, sol quase o ano inteiro, temperatura média de 25 a 30 graus não tem as mesmas necessidades de outro que convive com geadas, vento minuano e frio até a alma.

Anônimo disse...

Relativismo Cultural.

Você tem razão, vivemos tempos estranhos, em que as pessoas recusam-se ao bom senso. Concordo plenamente com você sobre diferenças qualitativas entre culturas. Mas tem idiotas que preferem considerar que torturar uma criança ou extirpar-lhe uma parte do corpo, como fazem algumas culturas, é só uma questão de costume. Porque essa gente não entrega os próprios filhos como centro dessas cerimônias?

Capitão