quarta-feira, 24 de junho de 2009

Deng Xiauping


Tenho lido muitos textos que parecem tentar diminuir o impacto das manifestações em apoio ao candidato da oposição no Irã afirmando que este não seria muito diferente de Ahmadinejad. E até pode ser verdade, sua biografia realmente aponta nesta direção.

Mas eu digo: lembrem de Deng Xiauping. Nunca se sabe.

Imagem: "Não importa a cor do gato. Desde que ele cace ratos".

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quem diria?



"Many of the greatest things man has achieved are not the result of consciously directed thought, and still less the product of a deliberately coordinated effort of many individuals, but of a process in which the individual plays a part which he can never fully understand". Friedrich Hayek

Algo nas imagens dos manifestantes iranianos faz imaginar que não é meramente indignação com fraudes eleitorais o que os motivou a ir para as ruas. Essas pessoas parecem algo deslocadas em um regime totalitário de caráter religioso. E elas certamente não estão sendo manipuladas pela CIA. Só não vê quem não quer.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ser rico es malo



Hugo Chavéz, matreiro que só ele, prevendo que seu governo irá inexoravelmente arruinar a economia já debilitada do país, parece estar lançando a campanha “ser rico es malo” (do que se depreende que ser pobre é... bom?). Enfim, a campanha é levada a cabo até em escolas, entre crianças:

http://www.dailymotion.com/relevance/search/chavez+ricos/video/x98xqy_ricochavez_news

http://www.dailymotion.com/relevance/search/chavez+ricos/video/x95bel_ser-rico-es-malo_news

E contamos no Brasil com uma legião de fãs e admiradores deste brucutu terceiro-mundista, inclusive e principalmente no governo. Ah, pobre América!!

Cartoon: www.diogosalles.com.br

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tudo dominado


Coisa que nunca me preocupou muito foi violência urbana, com seus índices de crescimento, suas manchetes. E a razão disto é que a cidade em que vivo, Pelotas, apesar de pobre e contar com um bom contingente de marginalizados nunca foi conhecida por sua criminalidade. Homicídios? Em sua forma culposa, ou talvez por motivação passional. Eventualmente um latrocínio. Mas o crack mudou isso.

Não sei dizer quando começou, acho que ninguém sabe com certeza, mas fato é que a cidade não é mais a mesma. Nos quatro primeiros meses do ano já morreram vítimas da violência urbana a totalidade do que no ano passado esta mesma violência vitimou. E em comum a quase todos os crimes a maldita da pedra pode ser encontrada, direta ou indiretamente. Além da violência contra a vida, os furtos na cidade também decolaram. Desde tampas de bueiro, lâmpadas, roupas de varais até furtos em residências (com os residentes dentro) qualquer coisa que pode ser carregada é alvo de viciados desesperados. Desesperados e armados.

A tal da violência urbana que nunca me tirou o sono, nunca me preocupou, afinal chegou até a porta de casa, literalmente. Na esquina, um bar que fornecia os vícios que qualquer bar suburbano oferece em tempos de normalidade, como maconha e cachaça, começou a vender pedra. Ali compram e ali fumam. Durante a noite às vezes ouvimos tiros. “Alô? Polícia? Tão dando tiro aqui na frente de casa.” Mas a polícia nunca vem, e nas vezes que resolvem aparecer já passaram várias horas. Ou já amanheceu. Mas com um salário de 700 pila eu não culpo os brigadianos, sei bem como é sensação de colocar o seu na reta com um 38 enferrujado e colete balístico com validade vencida.

Até o momento todas as casas da rua foram invadidas, furtadas, roubadas. Acho que logo chega nossa vez. O que fazer? Pouca coisa. Vamos colocar grades nas janelas do fundo e tentar isolar o andar superior. E esperar. Com sorte só levam algumas bugigangas para trocar por crack e nos deixam inteiros. É estranha a sensação de solidão que a situação promove: em uma cidade com quase meio milhão de habitantes, estamos todos sozinhos quando anoitece.

sábado, 18 de abril de 2009

Índios

"Funai autoriza índios a interromperem tratamento de bebê indígena em hospital de Manaus"

www.hakani.org

Allá no hay misericordia
Ni esperanza que tener;
El indio es de parecer
Que siempre matar se debe,
Pues la sangre que no bebe
Le gusta verla correr.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ipsis litteris


"É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis que antes da crise pareciam que sabiam tudo, e que agora demonstra não saber nada". Lula, em 26 de março de 2009. Fica o registro.

Imagem: peguei daqui

quarta-feira, 25 de março de 2009

Crise? Que crise?


Não vou comentar, apenas passar o link da notícia: "Brasil lidera contribuições bilionárias ao Banco do Sul"

"O Brasil, ao lado de Venezuela e Argentina, fornecerá US$ 6 dos US$ 10 bilhões do capital inicial do Banco do Sul, informou hoje a agência estatal de notícias venezuelana ABN"