sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Intentona de 2010


Eu não gosto do Lula. Não gosto da forma como a atual administração tenta mitigar os problemas reais de pobreza, saúde, educação e segurança. Nossa política externa é uma calamidade. Em termos de economia, estamos ainda muito longe de uma administração liberal, verdadeiramente capitalista. Não gosto da forma como o presidente se apresenta e o considero inapto para liderar uma nação.

Mas Lula tem seus méritos, e o principal deles foi ter rompido com a ala conservadora de seu partido, aquela porcaria do PT. O Cara é, ou tenta ser, um pragmático: esforçou-se em tentar reduzir a importância da ideologia e tentou valorizar aquilo que ele acredita que funciona melhor. Nesse espírito, tentou manter mais ou menos intocada a política econômica inaugurada ainda por FHC. Já é alguma coisa.

Mas agora, em final de mandato, com o Lula tentando emplacar uma sucessora, o Partido, uma congregação de comunistas velhos e oportunistas começa a afiar as velhas e obsoletas espadas. Leio no Estadão que durante o 4º Congresso Nacional do Partido, os comunossauros resolveram “radicalizar o programa de governo” da candidata do Lula. Censura, perseguição aos militares, aproximação com MST, apoio incondicional ao PNDH -3, mais proteção trabalhista, etc. Está tudo lá, o bom e velho PT não mudou absolutamente nada. Durante todos estes anos o que manteve a petralhada sob controle foi o barbudo.

Mas a Dilma, ao contrário do Lula, não conta nem com o senso de pragmatismo nem com a popularidade do barbudo. Com a Dilma na presidência, quem de fato governaria seria o PT. No Estadão leio que o barbudo considera os congressos do PT como grandes feiras ideológicas onde se vende e se compra de tudo, dando a entender que nem tudo que se diz nestes eventos deve ser levado a sério, e que o Partido terá "sabedoria" para não jogar fora a experiência acumulada em quase oito anos de governo. “Isso é riqueza que nem o mais nervoso trotskista seria capaz de perder” disse ele, cheio de esperança. Seria nosso presidente um tolo ou um cego? Não importa, na verdade. No final, a intentona de 35 pode, enfim, conquistar o poder em nossa pátria.

Eu não gosto do Lula, mas, deus me livre, o que vem depois pode ser pior. Muito pior.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tempos estranhos


Hoje eu escandalizei alguns amigos, durante uma discussão, ao dizer que algumas sociedades são mais civilizadas, ou desenvolvidas, do que outras. E que poderia, mesmo sendo ateu, reconhecer vestígios dessa civilização inclusive na religião dessas sociedades mais desenvolvidas (na arquitetura de catedrais, mesquitas e templos budistas, por exemplo, ou na própria liturgia, indumentária, música e aí por diante). Parece que para alguns a humanidade conheceu seu melhor momento no paleolítico, e que para o paleolítico deveria voltar.

Vivo em tempos estranhos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Uma imagem gloriosa


O cowboy lunático na nossa embaixada que não é embaixada*, mas que foi transformada em palanque, comandando uma guerra civil enquanto a bandeira brasileira, hasteada de forma incorreta, tremula gloriosa ao fundo.

Épico!

*Como o Brasil retirou a representação diplomática do país, a casa é apenas uma casa, não possuindo status de embaixada.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lula por ele mesmo

http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8

Quando o assistencialismo era promovido pela socialdemocracia de FHC Lula achava uma desgraça, uma exploração da miséria do povo. Depois, bom, depois os que criticam o assistencialismo promovido por ele mesmo são imbecis e ignorantes.

domingo, 13 de setembro de 2009

Curriculum Vitae



Ela assaltou bancos para promover a tal revolução. Mais ou menos como alguns terroristas que atualmente traficam drogas com o mesmo fim.

A outra parte do currículo que reza ser nossa Dilma doutora, é fraude.

Futura Presidente da República?

sábado, 12 de setembro de 2009

O despertar de nosso Leviatã


A crise econômica que assolou (e ainda assola) o mundo era a justificativa perfeita que os fiéis de políticas intervencionistas há muito esperavam. O mercado livre falhou, dizem. O capitalismo liberal provou ser inviável, afirmam. Bogagens! Aos poucos a situação está voltando ao normal e o mercado se ajustando, para desgosto de alguns fiéis mais antenados que já perceberam o fato. Já perceberam mas não aceitaram.

Nessa onda de reviver a regulação e a intervenção nossa republiqueta foi levada de arrasto. E em virtude de todo barulho que estes fiéis fizeram alardeando que a razão da crise foi falta de intervenção, do "neoliberalismo", ocorre que não estamos nem ao menos lutando contra esta onda. De uma hora para outra a reestatização parece algo lógico e muito óbvio.

Leio no Estadão: "Após pré-sal, governo avança em mineração e eletricidade. Governo amplia seu controle sobre a economia, com o aumento da regulação ou criação de mais estatais".Estamos regredindo e os fiéis, saudosos dos tempos das grandes estatais, do controle de preços, da intervenção comemoram.

sábado, 1 de agosto de 2009

Sobre privilégio

“The true contrast to a reign of status is the reign of general and equal laws, of the rules which are the same for all, or, we might say, of the rule of leges in the original meaning of the Latin word for laws – leges that is, as opposed to the privi-leges” Hayek

Privilégio. Privi-leges. Privi vem de privus, único, individual. Privilégio é, assim, uma lei que contempla uma única pessoa, ou grupo, em detrimento dos demais. Deveria estar escrito em nossa bandeira, como lema de nossa república onde abundam os privilegiados.